Festival de Curtas de Surf da Lourinhã cresce e leva cinema, arte e cultura do mar aos mais jovens

O Festival de Curtas de Surf da Lourinhã regressa de 12 a 17 de outubro com uma terceira edição marcada pela estreia de um programa educativo dirigido às escolas do concelho. Durante cinco dias, crianças e jovens, do pré-escolar ao ensino secundário, são convidados a descobrir e pensar o oceano através do cinema, da criatividade, da sustentabilidade e da cultura do surf.
Promovido pelo Município da Lourinhã, em parceria com o Praia Surf Clube, o festival estende-se este ano ao longo de seis dias e reforça a ligação à comunidade. À componente educativa juntam-se a competição internacional de curtas-metragens, uma mostra paralela de cinema de surf contemporâneo, exposições, oficinas, música e um Mercadinho do Surf com artistas e criadores locais.
O programa educativo recebe a comunidade escolar em sessões e atividades pensadas para diferentes idades. Para o pré-escolar e o 1.º ciclo, o “Cinema ao Mar – Seleção Infantil” apresenta curtas centradas na descoberta do oceano, da natureza e da preservação ambiental, a par de oficinas dedicadas aos microplásticos. Já o “Cinema ao Mar – Seleção Jovem”, dirigido aos 2.º e 3.º ciclos e ao ensino secundário, explora o surf nas suas dimensões artística, desportiva, cultural e ambiental.
Cerca de 20 curtas de várias nacionalidades
A dimensão internacional volta a marcar o Festival. A convocatória lançada para esta terceira edição resultou na receção de cerca de 20 curtas-metragens de várias nacionalidades, com diferentes abordagens ao universo do surf e à relação entre o ser humano e o mar.
As obras selecionadas chegam ao ecrã do Auditório do Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira nas sessões da Competição Oficial. A vertente cinematográfica inclui ainda “Mar Aberto”, uma mostra paralela de filmes convidados, fora da competição, que apresenta diferentes perspetivas e linguagens do cinema de surf contemporâneo.
Os vencedores serão conhecidos no sábado, 17 de outubro, durante a cerimónia de encerramento, seguindo-se a exibição das curtas-metragens premiadas.
A Rua Grande como ponto de encontro
Fora da sala de cinema, a Rua João Luís de Moura, tão carinhosamente conhecida como Rua Grande, assume-se como o eixo do festival e ponto de encontro entre a arte, o surf e a comunidade. O Centro Cultural, a Galeria Municipal, a Galeria Parasol, a Casa Nobre e o Museu da Lourinhã recebem diferentes propostas ao longo dos seis dias.
O Mercadinho do Surf reúne artistas e criadores locais, dando espaço à produção artística do território e ao contacto direto entre criadores, público e comunidade ligada ao surf.
Nas artes visuais, Jop Hermans, Ana Lúcia da Silva e Anna Bolbasova integram uma exposição coletiva em torno do oceano, da paisagem e da cultura do surf. A mostra abre durante o festival e permanece patente até 21 de novembro.
Há também propostas para fazer e experimentar. Oficinas de cerâmica, microplásticos e equilíbrio na prancha atravessam os últimos dias do festival, enquanto o Museu da Lourinhã propõe visitas guiadas a “Ouvir os Mares do Passado – Quantas histórias pode contar um fóssil?”.
Freddy Locks e Tainá EIOU no cartaz musical
A música mantém a presença que tem acompanhado o festival desde as primeiras edições. Na sexta-feira, 16 de outubro, Freddy Locks, nome de referência da cena reggae portuguesa, sobe ao palco com uma sonoridade enraizada no roots reggae e marcada pelas influências da música jamaicana, do dub ao ska e ao rocksteady.
No sábado, o encerramento junta música e imagem no Concerto ao Mar, de Tainá EIOU, com direção visual de Eduardo Vento. Vinda de Manaus, na Amazónia, a artista brasileira cruza carimbó, noise, guitarras, tropicalismo e experimentação sonora. Realizador e diretor de fotografia especializado em cinematografia aquática e no universo do surf, Eduardo Vento assina a direção visual do concerto, num diálogo entre a música, o surf e imagens da costa atlântica portuguesa.
Depois da entrega de prémios, da exibição das curtas vencedoras e do Concerto ao Mar, um DJ set no Pátio do Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira fecha a terceira edição.
Com entrada livre, o 3.º Festival de Curtas de Surf da Lourinhã oferece seis dias em que cinema, educação, criação artística e cultura do surf se cruzam a partir de um elemento comum: o mar.
O programa completo do festival ficará disponível em breve.