Exposição | Ressonâncias Visuais

“Ressonâncias Visuais” resulta de um percurso sensível entre o figurativo e o abstrato, e nasceu do encontro de 4 artistas cuja obra em muitos momentos se inspirou na música, nos músicos, e na presença dos sons da Natureza em momentos de criação plástica.
A exposição propõe uma experiência onde a linguagem musical serve como material para pensar a imagem, partindo da ideia de que a arte visual comporta composição, cadência e harmonia, tal como a música.
Os artistas apresentam um conjunto de obras que vai desde a representação reconhecível do mundo à sua decomposição em formas livres e intuitivas. Entre Desenho, Pintura, Fotografia e Objeto Escultórico, constroem universos que “tocam” o olhar.
As obras dispõem-se a ser escutadas pelo observador, que passando por elas, possa sentir ou ver a música, envolvendo-se numa experiência visual imersiva, sinestésica e intuitiva.
Esta exposição resulta de uma reflexão e investigação que começou a ser desenvolvida por este grupo de artistas: a de colocar o som, o ritmo e a musicalidade como impulso visual.
Os artistas
Bel Alegria Lobo
Porto, 1965
Desde muito cedo que se dedica à paisagem e ao retrato. Curso de Imagem e Comunicação Audiovisual da Escola de Artes Decorativas António Arroio. Curso de Desenho e Curso de Teoria da Cor da Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Muitos anos dedicados à aguarela, aprendendo em Portugal e em outros países com um leque muito variado de professores. Participação em exposições em parceria com outros artistas e exposições colectivas em Portugal e no estrangeiro. Demonstrações em eventos nacionais e internacionais. Ilustração de livros e CDs de música. É professora de Desenho e Pintura, com atelier em Lisboa.
Bel Alegria Lobo trabalha com foco na luz e em tudo o que ela traz de poético, privilegiando o processo de criação ao vivo na Natureza. Vê a arte como um diálogo filosófico e sensível, de duplo sentido, em que o artista evolui continuamente com a arte que cria. E tal como na música, uma parte considerável da Arte é imaterial e invisível dentro do visível.
Neste momento está focada em compreender melhor a relação entre desenho e pintura, e na fusão das duas artes numa só .
https://www.instagram.com/bel_alegria_lobo
Catarina Garcia
Lisboa, 1986
Licenciada em Artes Plásticas – Pintura, e Mestre em Desenho (Fbaul). Pós-graduação em Ensino das Artes Visuais (Lusófona). Erasmus em Turim, Itália, e Curso de Desenho na Slade School of Fine Arts, em Londres. Desde 2010 que expõe em galerias e trabalha como freelancer no mundo da ilustração, tendo trabalho em coleções particulares em vários países e, igualmente, trabalho editado como ilustradora no mundo ocidental.
O trabalho artístico da Catarina Garcia vive entre a figuração e a abstração, numa relação com o pensamento abstrato e na criação de composições complexas que remetem para vários universos. A sua investigação centra-se na construção de uma linguagem visual capaz de traduzir experiências interiores em matéria, explorando temas como a música e o pensamento.
Tendo como base o desenho de observação, as composições são desenvolvidas de forma intuitiva, sem saber ao início como as peças irão terminar. Cada obra de arte é uma descoberta, uma imagem a ser revelada durante o processo criativo. A sua arte usa cores fortes e composições envolventes, explorando o ritmo da linha como forma narrativa.
www.catarinagarciaart.com/fineart
Marco Louzeiro
Portimão, 1978
Começou o seu percurso na fotografia em 2010, apaixonando-se pelo registo a preto e branco. Desde sempre ligado à escrita, encontrou na junção destas duas expressões uma forma única de dar voz às imagens e corpo às palavras. Guiado pela curiosidade e pela vontade de transformar emoções em registos que ficam para além do momento.
Marco Louzeiro utiliza a fotografia a preto e branco como forma de observação directa do real.
A luz e a sombra são elementos essenciais na construção de imagens depuradas, onde a composição e o momento definem o sentido do trabalho.
A imagem abre espaço à leitura do silêncio e da matéria visual.
https://www.instagram.com/marco_louzeiro78
Maria Naves
São Paulo, 1953
Artista visual e Arte-Educadora pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS – Campo Grande – Brasil. A sua arte é de carácter espontâneo, mas convive harmoniosamente com outras atividades: concepção de monumentos e bustos, projetos sociais e ambientais, desenvolvimento de design, curso, acessórios para artesanato, decoração de interiores e jardinagem. Exprime a sua arte através de várias linguagens; açúcar, café, vinho, pedra, madeira, ferro, papel, tela e cerâmica.
Maria Naves é uma artista eclética, a sua arte é de caráter contemporâneo, convivendo harmoniosamente entre várias linguagens artísticas. Escultura, aguarela, gravura, desenho, cerâmica. Adquiriu essas habilidades nos cinco anos de Universidade, e também em cursos de especialização.
Nesta exposição explora a cerâmica, a madeira e o ferro, para expressar a música.