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Desporto

Tavira - Crédito Agrícola brilha no dia de sonho de Rui Oliveira

06 de agosto, 2026
Lourinhã
Fotografia: Rodrigo Rodrigues e Igor Martins / FPC
Fotografia: Rodrigo Rodrigues e Igor Martins / FPC

Francisco Campos venceu numa elétrica chegada a Queluz, com o colega Miguel Salgueiro na terceira posição. Rui Oliveira é o novo Camisola Amarela Jogos Santa Casa

Lourinhã-Queluz, eis a primeira etapa em linha da 87.ª edição da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, que viveu esta tarde um elétrico final na chegada ao Palácio Nacional de Queluz.

A Camisola Amarela deixou de pertencer a Julius Johansen, mas fica na equipa da UAE Team Emirates XRG: em estreia na Grandíssima, Rui Oliveira cumpriu um sonho e é ele o novo líder da Classificação Geral, isto apesar de não ter vencido esta primeira etapa – na reta da meta, o brilho maior foi da Tavira-Crédito Agrícola.

Mas já lá vamos.

Cinco corajosos lançaram-se para a fuga

Não foi preciso esperar muito para se ver a formação da fuga do dia: ao quilómetro dois, cinco corredores lançaram-se na frente, e por lá andaram durante muito tempo: Gabriel Silva (Localiza Meoo / Swift Pro Cycling), Iker Bonillo (Feira dos Sofás-Boavista), Patrick Welch (APS Pro Cycling by Team Cadence Cyclery), Diogo Pinto (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) e Andrey André (GI Group Holding-Simoldes-UDO).

No pelotão ficaram os homens rápidos, com intenções concentradas nos últimos metros, e por isso a fuga andou sempre a rondar os dois minutos de vantagem, com a UAE Team Emirates XRG – sobretudo – a trabalhar na perseguição.

Bonillo – vencedor do Prémio da Combatividade EBRO – acabou por ser o elemento de referência nas primeiras contagens intermédias da tarde. Foi o mais rápido na meta volante bonificada de Silveira e na de Mafra. Na do Palácio Nacional de Mafra foi segundo, atrás de Welch.

Na subida a Montelavar, coincidente com uma contagem de montanha de terceira categoria, a corrida começou a agitar. Na fuga, descolaram Gabriel Silva e Diogo Pinto – este viria a recolar pouco depois – e o pelotão aumentou o ritmo, numa altura em que a Caravana já estava dentro dos últimos 40 quilómetros da tirada.

Bonillo voltou a ser o mais rápido nessa primeira contagem, mas pouco depois, na outra subida do dia – Alto de São Pedro de Sintra, também de terceira categoria –, já o pelotão seguia compacto.

Oscar Rota, colega de Bonillo na Feira dos Sofás-Boavista, foi quem mais pontuou nessa ascensão e garantiu a liderança da Classificação de Montanha – Camisola Continente, em igualdade precisamente com Bonillo.

A partir daí, como costuma dizer-se na gíria, foi sempre a abrir. Cerca de 20 quilómetros intensos até à meta, com muita velocidade e luta por posicionamento.

Tavira-Crédito Agrícola não deu hipóteses no sprint, Rui Oliveira cumpriu um sonho

A batalha final acabou por ser ganha pelo Tavira-Crédito Agrícola, com muita mestria. Miguel Salgueiro e Francisco Campos mostraram força e confiança nas pernas, e o primeiro lançou o segundo para a estreia a vencer na Grandíssima. Entre os dois, só mesmo Daniel Cavia (Burgos-Burpellet-BH) foi capaz de intrometer-se.

“A nível da Volta a Portugal, vencer uma etapa é tudo novo. É muito especial, a nossa Volta. É o objetivo de toda a gente, foi mesmo um dia muito especial. Estou muito feliz, assim como a equipa”, afirmou Campos.

Logo atrás chegou Rui Oliveira, o novo Camisola Amarela Jogos Santa Casa: o português não alcançou o tão desejado triunfo, mas aproveitou a falta de pernas do colega Julius Johansen na última subida do dia para subir à liderança da Geral. O corredor luso assumiu que foi o cumprir de um sonho.

“Estou sem palavras. Antes de mais, dar os parabéns ao Francisco e ao Tavira, ganharam de uma maneira magnífica. Merecem bastante. Obviamente que o meu objetivo era ganhar uma etapa, nunca sonhei vestir de Amarelo. Mostrei boas pernas, mas tenho de agradecer à minha equipa o apoio que me deram desde o quilómetro zero. Poderia ter vencido, mas parabéns ao Francisco, ao Miguel e ao Tavira. Mas sim, foi o concretizar de um sonho”, confessou.

A Camisola Laranja – Galp, dos pontos, fica com Francisco Campos, enquanto a Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis, da juventude, é mais uma classificação cujo dono pertence ao autocarro da UAE Team Emirates XRG: Adrià Pericas.

A Volta a Portugal Jogos Santa Casa prossegue esta sexta-feira, no sul do país: a segunda etapa tem início em Sines e final em Albufeira, num dia que promete mais um final a ser disputado pelos homens rápidos do pelotão.

PROGRAMA OFICIAL

7 de agosto | 2.ª etapa
Sines – Albufeira
Partida: 13h05
Chegada prevista: 17h27
180,4 km

8 de agosto | 3.ª etapa
Beja – Elvas
Partida: 12h55
Chegada prevista: 17h20
182,2 km

9 de agosto | 4.ª etapa
Figueiró dos Vinhos – Covilhã/Torre
Partida: 13h15
Chegada prevista: 17h16
154,6 km

10 de agosto | 5.ª etapa
Contrarrelógio Individual
Anadia – Águeda
Partida: 17h07 (último corredor)
Chegada prevista: 17h27
17,4 km

11 de agosto | Dia de descanso

12 de agosto | 6.ª etapa
Santa Maria da Feira/Europarque – Alto Douro/Peso da Régua
Partida: 14h00
Chegada prevista: 16h49
132,6 km

13 de agosto | 7.ª etapa
Vieira do Minho – Termas do Gerês
Partida: 13h25
Chegada prevista: 17h13
153,0 km

14 de agosto | 8.ª etapa
Melgaço – Fafe
Partida: 13h10
Chegada prevista: 17h18
166,8 km

15 de agosto | 9.ª etapa
Paredes – Mondim de Basto
Partida: 13h25
Chegada prevista: 17h08
142,3 km

16 de agosto | 10.ª etapa
Maia – Porto
Partida: 13h55
Chegada prevista: 17h15
136,9 km

Mais informações em https://avoltaportugal.com/.

Texto: União Velocipédica Portuguesa - Federação Portuguesa de Ciclismo

 

Última Atualização 07 agosto, 2026

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