Sons na Areia

O Sons na Areia regressa à Praia da Areia Branca, na Lourinhã, nos dias 31 de julho e 1 de agosto de 2026, numa organização do Município da Lourinhã, em parceria com a Junta de Freguesia da Lourinhã, e com o apoio da Antena 3 e RCL99FM. O festival mantém entrada livre e volta a integrar a programação cultural de verão do concelho.
31 de julho
22h00 – Bia Maria
23h30 – Clã
1 de agosto
22h00 – Valete
23h30 – Fidju Kitxora
DJ set antes dos concertos.
BIOS
Bia Maria
Bia Maria convoca melodias com origem no canto popular e na pop para as condensar numa sonoridade que tanto tem de terra-a-terra como de sonhadora. Nascida Beatriz Pereira em Ourém, é padroeira do ato de “escreviver”: num precipício entre Beatriz e Maria, a sua caneta vem desfolhar um diário de cores, texturas e dissabores.
Com edição independente, Qualquer Um Pode Cantar (2024) é o álbum de estreia de Bia Maria e marca o ponto de inflexão entre o ambiente sonoro em que deu os primeiros passos — algures entre o canto popular e a pop — e uma nova fome de mundo, depois de Mal Me Queres, Bem Te Quero (2019); Tradição (2020), e o terceiro EP, Do Roberto (2022). Desde 2019, o projeto conta com mais de 50 concertos tendo passado por festivais como o NOS Alive, Festival Para Gente Sentada, Festival dos Canais, FOLIO, Rádio Faneca ou Bons Sons. Participou também em projetos como A Música Portuguesa a Gostar dela Própria ou Porta253 e editou a música Dissabor na coletânea Novos Talentos FNAC 2019. Mais recentemente, foi nomeada com a faixa ‘Roupa Velha’ para “Melhor Tema de Música Popular” nos Prémios SPA 2025 e este ano foi escolhida por David Byrne para abrir o seu concerto no Ageas Cooljazz.
Clã
Numa celebração ao vivo do seu repertório, das canções mais antigas às mais recentes, os Clã continuam a pisar vários palcos do país. É um reencontro com fãs, a exploração de novos passos criativos e a conquista de novos ouvintes, com o carisma habitual desta banda. Formados em 1992, viveram algumas pausas em que cada um dos seus elementos se dedicou a outras aventuras - do teatro à música, da paternidade à plantação de olivais. Em Abril de 2024, um registo do concerto comemorativo dos 50 anos da Revolução de Abril, apresentado no CCB, juntou os Clã a um variado leque de artistas como Ana Lua Caiano, Capicua, Euclides, Jonas, Paulo Flores e Kiari Flores, Xullaji e ainda A Garota Não, numa das mais intensas e inspiradoras experiências da banda nos últimos tempos. E assim temos os Clã de volta, numa digressão para vários destinos. Em 2025 terminaram o ano com espectáculo épico na Avenida dos Aliados. Em 2026 começam o ano com a gravação de novas músicas.
Manuela Azevedo voz | Hélder Gonçalves guitarras e voz | Miguel Ferreira teclados e voz | Pedro Biscaia teclados | Pedro Santos baixo | Pedro Oliveira bateria
Fidju Kitxora
Depois de um ano intenso de concertos em Portugal e alémfronteiras, Fidju Kitxora consolidaram o seu destaque e reconhecimento a nível nacional, e inauguraram o caminho para a sua carreira internacional em 2025. O coletivo marcou presença em importantes palcos e festivais internacionais, como o Mercat de Música Viva em Vic, o BAM em Barcelona e o Transmusical em Rennes e agora em 2026 o Eurosonic Festival.
Fidju Kitxora, um projeto recente e envolto num certo mistério, que transita entre Lisboa e Cabo Verde, lança em 2024 o seu álbum de estreia, Racodja. Evocando vozes da diáspora – passadas, presentes e futuras – o grupo mistura diferentes linguagens numa música viva e em constante transformação, onde se sentem o calor do funaná, o balanço do semba, as síncopes do kuduro e da afro-house, entre outras fusões autênticas. Tudo isto é complementado por gravações de campo, sintetizadores etéreos, samples vocais e uma avalanche de batidas contagiantes.
Valete
Valete é um dos mais ilustres artistas do panorama musical do Rap e do Hip-Hop nacional e este ano o rapper celebra 20 anos de uma carreira preenchida por êxitos, irreverências e audácias.
Começou a rimar em 97, quando conheceu o Vinagre e o Sam the Kid e gravaram uma maquete que chegou às mãos do DJ Bomberjack que o convidou para uma mixtape “Reencontro do Vinyl” vol. 1 com nomes como os Da Weasel.
Passados dezasseis anos do último álbum, o EP “Aperitivo” é o “culminar de uma longa preparação como rapper, letrista e músico”, afirma o próprio. O rapper sente-se agora mais preparado para escrever e produzir canções “muito competentes” e faz uso de variados recursos estilísticos na disciplina do rap.
Rapper militante e contador de histórias, Valete é um dos grandes contribuidores para a difusão do repertório de músicas lusófonas. São já 20 anos de uma carreira preenchida por êxitos, irreverências e audácias.
O novo EP marca o começo de um “caminho único de musicalidade e liricismo”, num registo que é sempre multidimensional.
“Aperitivo é só o começo”, remata Valete.