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Mudança da hora: a origem

25 de outubro, 2024
Oeste CIM
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A mudança da hora tem origens históricas que remontam ao século XVIII, mas foi oficialmente implementada apenas no século XX.

A ideia de aproveitar melhor a luz solar para economizar a energia foi primeiramente sugerida por Benjamin Franklin, um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos. Em 1784, Franklin escreveu uma carta satírica ao jornal ‘Journal de Paris’, sugerindo que as pessoas deveriam acordar mais cedo no verão para economizar o uso de velas. Apesar da proposta ser apresentada de forma humorística, plantou a ideia de economizar energia ao ajustar os horários.

Mais tarde, em 1907, William Willett publicou um artigo intitulado ‘The Waste of Daylight’, onde também sugeria adiantar os relógios durante os meses de verão para aumentar as horas de luz do dia disponíveis para as atividades diárias e assim reduzir o consumo de energia. No entanto, apesar do seu esforço, a proposta não foi imediatamente adotada.

A mudança da hora em Portugal tem raízes na Primeira Guerra Mundial, em 1916, quando o país implementou pela primeira vez o Horário de Verão. Esta prática foi inspirada pela Alemanha e outros países europeus, que começaram a adiantar os relógios para aproveitar melhor a luz solar durante os meses mais longos. A ideia por detrás da mudança da hora era simples: ao ajustar os relógios, as pessoas tinham a possibilidade de realizar mais atividades à luz do dia, reduzindo assim o uso de iluminação artificial e, consequentemente, economizando energia – uma necessidade crucial durante períodos de conflito, como foi a guerra.

Após a introdução inicial, Portugal descontinuou a prática em vários momentos ao longo do século XX, refletindo as mudanças políticas e económicas no país. No entanto, durante a crise do petróleo dos anos 1970, quando o preço da energia disparou, Portugal voltou a adotar o Horário de Verão em 1976. A medida visava, novamente, reduzir o consumo de energia elétrica, aproveitando ao máximo a luz natural disponível. A partir dessa data, a prática foi estabilizada, e Portugal passou a ajustar os relógios de forma consistente duas vezes ao ano.

Em 1996, a fim de se atingir uma harmonização europeia, Portugal adaptou-se a um calendário comum de mudança de hora dentro da União Europeia. Atualmente, o país segue o Horário de Greenwich (GMT) no inverno e avança uma hora, para o Horário de Verão (GMT+1), durante os meses mais quentes. A decisão de aderir a este calendário comum visava facilitar as transações comerciais e a coordenação de horários entre os países europeus, criando uma maior uniformidade nos fusos horários do continente. A mudança da hora, então, é resultado de uma combinação de fatores históricos e económicos, sempre com o objetivo de maximizar a eficiência energética e a cooperação internacional.

Nos últimos anos a mudança da hora é um tema que continua a ser discutido pela União Europeia. Vários especialistas apontam para a necessidade de os países aproximarem o mais possível o seu fuso horário à hora solar e torná-los permanentes, acabando com a alteração na primavera e mantendo o horário de inverno que entra agora em vigor. Os ganhos para a saúde, ambiente, economia e bem-estar são muito superiores a eventuais poupanças energéticas, defendem os promotores destas iniciativas.

Última Atualização 12 dezembro, 2024

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